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Pará

O contexto para o nascimento do Senac se configurou na esteira dos esforços de reconstrução econômica do Brasil, após o término da II Guerra Mundial e o fim do Estado Novo. Quando tais fatos alteraram o foco da política social e econômica do país, a representatividade das classes trabalhadoras e empresariais tomaram força, resultando na fundação, em 04 de setembro de 1945, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), entidade máxima do empresariado comercial brasileiro.

Em 1946, a CNC instituiu seu próprio sistema de desenvolvimento social, criando o Senac, e, logo depois, o Serviço Social do Comércio (Sesc). Estas três entidades formam, atualmente, um dos maiores sistemas de desenvolvimento social de todo o mundo: CNC/Sesc/Senac.

  • 1946

    1946 - Nasce o SENAC

    Nasce o Senac

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) foi criado em 10 de janeiro de 1946, no Decreto-Lei 8.621. A partir do ano seguinte, o Senac passou a desenvolver um trabalho até então inovador no país: oferecer, em larga escala, educação profissional destinada à formação e à preparação de trabalhadores para o comércio. Na mesma data de sua criação foi promulgado o Decreto-Lei 8.622, que dispõe sobre a atuação da Instituição na aprendizagem comercial. Em 5 de dezembro de 1967, foi aprovado o Regulamento do Senac, por meio do Decreto nº 61.843, complementado por alterações instituídas via Decreto nº 5.728, de 16 de março de 2006.

  • 1947

    1947 - Chegada ao Pará

    Chegada ao Pará

    O Senac chegou ao Pará com a abertura de sua Delegacia Regional, em 18 de julho de 1947, com sede e foro no Edifício Casa do Comércio, situado na avenida Assis de Vasconcelos, esquina com a rua com Ó de Almeida, bairro Campina, centro de Belém, exatamente no mesmo lugar onde hoje funcionam as sedes administrativas do Senac e do Sesc, juntamente com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio/PA). O primeiro a ocupar o cargo de Delegado Estadual do Senac foi o Professor Doutor Paulo Eleutério Álvares da Silva.

    Para iniciar as atividades de ensino no Pará foram firmados Acordos de Cooperação entre o Senac e Escolas Técnicas locais, os quais viabilizaram a realização dos primeiros cursos com a marca Senac, uma vez que a instituição ainda não possuía instalações próprias. Tal cooperação possibilitou cursos tanto na capital, Belém, sediados nas dependências destas escolas, bem como em outros municípios. O Senac foi pioneiro no Brasil ao adentrar nos interiores dos estados, por meio de cursos volantes, atividade esta que, no Pará, começou ainda em 1947 e hoje em dia é operacionalizada como Ações Móveis.

  • 1950 / 1960

    Décadas de instalação

    A Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio/PA) - que posteriormente teve sua nomenclatura editada – foi fundada em 1949 para representar a classe, com objetivo de apoiar as atividades comerciais. No ano seguinte, 1950, dado o reconhecimento da Federação pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, a entidade tornou-se responsável pelo Senac e pelo Sesc no estado, os quais deixaram de ser delegacias regionais e passaram à condição de Administração Regional, assim formando o Sistema Fecomércio/Sesc/Senac no Pará.

    Neste período o Senac e o Sesc constituíam um Departamento Regional conjunto, sob administração de um Conselho Regional formado por representantes de sindicatos do comércio integrantes da Federação. Em 1956, o Departamento Regional abrigou a sede Sesc/Senac na rua Manuel Barata, esquina com a avenida Visconde de Souza Franco, em Belém.

    Nas décadas de 1950 e 1960 o Senac realizava serviços como: Cursos em Funcionamento Permanente, Curso em Funcionamento Esporádico, Cursos de Férias e o Serviço de Orientação e Seleção Profissional (SOSP).

    Em 1961 foi criada a Escola de Formação Profissional Senac, tendo no cargo de diretor o Prof. Raymundo Alberto Papaléo Paes. A partir do início das atividades deste espaço, encerrou-se o trabalho do Senac junto às escolas técnicas cooperadoras. Ou seja, os cursos deixaram de ser volantes e passaram a concentrar-se na Escola de Formação, na sede Sesc/Senac. À época as ofertas de cursos dividiam-se em: Curso Ginasial de Comércio, Pré-Profissional, Iniciação Profissional, cursos Práticos do Comércio, Prática de Escritório e Cursos Facultativos.

    Em janeiro de 1966 foi criado o Centro de Treinamento e Colocação do Senac, setor que tinha a finalidade de orientar para o mercado de trabalho e também de supervisionar a biblioteca, a Loja Modelo e o Escritório, bem como o Setor Audiovisual, que ofereciam suporte às aulas ministradas.

  • 1970 / 1980

    Centros de Educação Profissional

    A década de 1970 trouxe grandes modificações ao Senac. A política nacional de Educação institui a Nova Lei de Diretrizes e Bases de cunho essencialmente profissionalizante, propiciando mudanças estruturais no curso de Aprendizagem. O Conselho Estadual de Educação transformou a Escola Senac em Centro de Formação Profissional (CFP) e apresentou nova estrutura curricular ao curso de Aprendizagem, que passaram a substituir o Curso Ginasial Comercial.

    A primeira grande mudança ocorreu logo em 1970, com o início da construção do primeiro prédio que reuniria exclusivamente as atividades educacionais do Senac no Pará: o Centro de Formação Profissional de Belém, hoje Centro de Educação Profissional Armando Martins Corrêa Pinto (CEP Belém). A unidade operativa foi inaugurada no dia 07 de dezembro de 1973 e permanece situada na Av. Serzedelo Correa, bairro Nazaré. Com a nova casa, o Senac/PA operacionalizou um plano de expansão de ensino, oferecendo cursos diversificados dos tipos Treinamento Profissional, Qualificação Profissional, Aperfeiçoamento e Atualização e Iniciação Profissional, além da Aprendizagem realizada desde a origem da Instituição.

    Em 1974, no CFP, foram iniciados os trabalhos de orientação e encaminhamento de alunos egressos dos cursos do Senac, atualmente realizando dentro do subprograma Banco de Oportunidades. À época funcionava o setor de Cadastramento e Emprego, visando fornecer dados para o cadastro de egressos dos cursos e ajustá-los profissionalmente ou encaminhá-los para seleções em empresas, de acordo com as exigências das organizações. Outro trabalho engrenado foi o desenvolvimento das relações institucionais, através de maior aproximação com as empresas comerciais e entidades públicas.

    Quando em 1976 o Centro de Formação passou por uma primeira reforma de ampliação, foram instalados ambientes pedagógicos como o salão de Higiene e Beleza e a Sala de Saúde. Neste mesmo ano foi estabelecido o setor de Unidades Móveis e Tele-educação – os quais atualmente correspondem ao CEP Ações Móveis e a Educação a Distância (EAD).

    O Senac já operava cursos em municípios fora da capital desde 1947, mas este redimensionamento para o setor Unidades Móveis tornou o atendimento mais sistematizado e maior no interior do estado. A implantação da Tele-educação, por sua vez, expandiu os cursos por correspondência, representando um avanço rumo à democratização do acesso à educação profissional, nos anos 1970.

    Embora a ideia da criação de uma biblioteca apareça manifestada em 1948, somente a partir 1971 é que foi, efetivamente, criada a Biblioteca do Senac, em Belém. Uma outra aquisição no período foi a compra de dois pavimentos do Edifício da Casa do Comércio, no centro de Belém, em 1977.

    Como resultado dos esforços de interiorização do Senac/PA, em 1979 começou a ser montado o Centro de Formação Profissional de Santarém, atualmente Centro de Educação Profissional de Santarém “Jessé Pinto Freire”, hoje Centro de Educação Profissional (CEP-Santarém), uma unidade estratégica, devido ao potencial turístico da região do Baixo Amazonas, no Oeste paraense. Sua inauguração ocorreu em 11 de janeiro de 1980 e passou por reforma em 1985 para adaptações.

    Em 1986 o Senac abriu instalações fixas no município de Castanhal, região nordeste do estado. Localizado às margens da BR-316, o Centro de Educação Profissional de Castanhal "João Gluck Paül" (CEP-Castanhal) ocupou o prédio de dois pavimentos no bairro Ianetama, cujo passou por grande reforma em 1997, que permitiu a modernização e ampliação das atividades.

  • 1990 / 2000

    Desenvolvimento e renovação

    No começo dos anos 1990 o país vivia um cenário histórico de crise econômica e incertezas e para passar por este quadro de forma otimista, o Senac/PA se utilizou de estratégias para a otimização dos recursos disponíveis, reestruturando as atividades de suas modalidades operativas, reformulando planejamento, redimensionando objetivos e ajustando as suas ações à realidade do momento.

    Além dos cursos de qualificação, iniciação e aperfeiçoamento, o Senac/PA trabalhou com as ações extensivas à formação profissional, com os estudos de suplementação e com palestras complementares, abrindo seu leque de atuação e tornando-o mais acessível aos diversos públicos.

    Quando completou 50 anos, em 1996, o Departamento Regional do Senac/PA se associou aos programas desenvolvidos pelo Departamento Nacional da Instituição. A partir de então outras medidas foram tomadas, como a expansão do atendimento no interior do estado e áreas periféricas de Belém e a integração da metodologia do Ensino a Distância (EAD) nos programas de qualificação profissional. O EAD recebeu grande impulso naquela década, para ampliar e diversificar a programação do Senac. Foi iniciada a Rede EAD Senac, que recebeu um credenciamento especial do MEC para oferecer cursos de pós-graduação lato sensu a distância, reunindo vídeo-aulas e conferências via Internet.

    O Senac ingressou no século XXI com um Plano Estratégico Nacional para o período entre 2000 e 2005. Também foi quando o Departamento Nacional reuniu todo o Brasil para a construção coletiva dos referenciais para os Cursos Técnicos. Assim procedendo, iniciou também a produção dos referenciais para os Cursos Básicos.

    Fundamentados na Lei nº 9.394 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional e sua regulamentação (Decreto Federal nº 2.208/97), em 2002 surgiram os “Referenciais para a Educação Profissional do Senac”, em uma revisão dos princípios básicos definidos em 1995. A partir daí o Senac/PA implementou programações de níveis de Capacitação, Aperfeiçoamento, Instrumentação e dos Programas Compensatórios e Sócioprofissionais.

    No ano de 2003 foi implantado o Programa de Aprendizagem Profissional Comercial do Senac, com base no que trata a Lei 10.097 de 19/12/2000, que renovou o instituto legal da aprendizagem profissional, tornando-a obrigatória para determinadas empresas, e priorizando os Serviços Nacionais de Aprendizagem (SNA) como entidades qualificadas para a formação técnico-profissional metódica na oferta destes cursos.

    Em 2008 o Senac instalou uma base a mais uma região paraense, desta vez o sudeste. O Centro de Educação Profissional de Parauapebas (CEP-Parauapebas) foi inaugurado oficialmente em 2009, porém em 2008 a instituição já estava se fixando no município enquanto o prédio era preparado. A unidade representou um importante passo no atendimento das demandas do setor terciário naquela área, que já estava em avançado desenvolvimento.

    Ainda em 2008, alinhado ao objetivo estratégico de promover a inclusão social por meio da oferta educação profissional, o Senac desenvolveu, em todo Brasil, o Programa Senac de Gratuidade (PSG). O programa segue em operação e consiste na disponibilização de vagas gratuitas à população de baixa renda, em cursos de Formação Inicial e Continuada (Aprendizagem, Qualificação Profissional, Aperfeiçoamento e Programas Instrumentais) e de Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Qualificação Técnica e Habilitação Profissional).

    O Programa Senac de Gratuidade é resultado de um protocolo firmado entre o Senac e o Governo Federal, ratificado pelo Decreto 6633, de 5 de novembro de 2008. É uma iniciativa de cunho social do Senac e no Pará começou a ser aplicado em 2009.

  • 2010 até hoje

    Uma história que está só começando.

    Em 2010 o Senac/PA inaugurou o prédio do Centro de Educação Profissional de Tecnologia da Informação e Comunicação (CEP-TIC), a segunda sede de unidade operativa na capital, em Belém.

    Com a implementação da Rede Nacional de Educação a Distância, Rede Senac EAD, em 2013, o Senac/PA passou a condição de polo de oferta de cursos a distância, vinculados aos Departamentos Regionais sede da rede, como São Paulo, (Pós-Graduação), Rio Grande do Sul (Técnicos em Nível Médio), e Santa Catarina e Paraná (Cursos de Formação Inicial e Continuada), todos reunidos em uma plataforma única, nacional, a qual unificou a execução dos cursos.

    Entre os anos de 2013 e 2014 uma importante mudança se iniciou com o desenvolvimento do Novo Modelo Pedagógico Nacional do Senac, uma metodologia educacional moldada para permitir o aprendizado sugerindo ao aluno uma grande proximidade com a realidade profissional e, através de simulações ou mesmo a vivência prática da ocupação, dando-lhes marcar formativas que representam o diferencial no mercado. O Senac/PA passou a implementar turmas alinhadas a este novo modelo em 2015.

    Nesta segunda década do século XXI o Senac comemorou em 2016 seus 70 anos de existência no Brasil, sendo um marco importante não apenas para a Instituição, mas para o país. O mesmo ano datou a entrega de uma nova base no interior do Pará, com a mudança do Núcleo de Educação Profissional de Marabá (NEP Marabá) para um prédio reformado, de dois pavimentos e amplos ambientes, no centro da cidade. Os cursos já ocorriam no município como uma base vinculada ao CEP Parauapebas e com as novas instalações ganhou autonomia como Núcleo.

    Nesse ciclo de evolução, uma coisa não mudou: a relevância da educação profissional para a atividade econômica nacional. É por isso que o Senac se insere como uma engrenagem em prol do desenvolvimento socioeconômico no país e é por isso que esta história está só começando. Ao acompanhar as constantes mudanças do universo profissional e se antecipar às demandas do empregado e do empregador, o Senac no Pará vem validando a instituição como agente transformadora da sociedade.





VEJA A EVOLUÇÃO DA MARCA SENAC

A evolução da marca do SENAC

Por sua fácil pronúncia e assimilação, a sigla Senac adquiriu, desde então, o caráter de “nome da Instituição”. A primeira marca apresentava a sigla inserida sobre o mapa do Brasil e circundada pelo slogan: “Do comércio, pelo comércio, para o progresso”.

O primeiro símbolo gráfico da Instituição trazia, assim, um tom nacionalista característico da época e figurativamente remetia a um distintivo escolar, na proposta de “Serviço Nacional de Aprendizagem”.

Em 1969, o símbolo foi revisto, optando-se por uma solução abstrata, baseada na tese de que ‘qualquer forma suficientemente particular e simples fica impregnada do significado que representa’. Ficou estabelecida a permanência da sigla como parte integrante do símbolo.

A fim de unificar e fortalecer sua imagem nacional, em 2012 o Senac lança sua nova marca. Com o desafio de comunicar os valores, a missão e a visão da Instituição, o desenvolvimento objetivou: (a) fortalecer o reconhecimento federativo, uniformizando a marca em todo o território nacional; (b) transmitir os conceitos de modernidade e inovação.



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